Gosto demais quando trabalho como trabalhei hoje. Foram 6 horas de total concentração nas comidinhas que me renderam 10 pratos lindos. A novidade é que temos kibe de abóbora recheado com mussarela, além daquele recheado com cream cheese. Coloquei mussarela no recheio da quiche de 8 vegetais também. E parmesão na quiche de 4 cogumelos frescos. O perfume está divino. Sim, estão terminando de assar. Se eu consegui descansar por 3 horas seguidas, consigo trabalhar mais 5 horas. Mas não sei se consigo. De qualquer forma estou contente com a produção de hoje. Amanhã tem mais.
Achei tanta graça no meu vizinho vir me contar que a filhinha dele levantou cedo hoje dizendo que iria caminhar comigo. Tenho caminhado por 1 hora diariamente. Com raras exceções. Amanhã, se tudo correr bem, a filhinha dele está convidada a me acompanhar.
As crianças não aguentam mais ficar em casa, querem atividades que não dependam da internet. Querem brincar porque são saudáveis. Fazer caminhada comigo é estratégia dela para sair de dentro de casa, é claro que eu vou ficar olhando para ela brincar enquanto caminho no condomínio. Adoro gente inteligente e estrategista.
Um dos meninos estava chorando no parquinho porque todos os amigos dele tinham se mudado daqui. Eu o abracei e beijei. Concordei com ele que era muito triste ficar sem amigos para brincar, sugeri que ele os convidasse para passar o dia aqui no condomínio. Ele parou de chorar. Sentou-se na soleira da minha porta e ficou olhando os menores que ele brincarem.
Amigo é um item de primeira necessidade e atemporal. Pena que nem sempre eles se dão conta da falta que fazem.
Se tem uma coisa maravilhosa que a pandemia trouxe, foram as crianças para perto das suas famílias, das suas tradições e hábitos. Ter tempo para brincar é um privilégio enorme. Tem gerações que foram tão massacradas na capacidade criativa que acreditam que a capacidade cognitiva é a única que exista e seja importante.
Geração sem corpo. Sem tradição. Sem história afetiva, sofre porque perdeu a capacidade de duvidar. Uma tragédia.
Como alguém pode acreditar em tudo o que ouve ou lê? Eu duvido de tudo e todos, com raríssimas exceções. Isto também não é saudável. Nenhum dos dois extremos é bom.
