Estou ficando mais rápida na criação de quiches e kibe de abóbora. A parte mais chata é embalar e etiquetar. Fiz tudo. Até a cozinha ficou limpa com a louça lavada.
Estou tomando um chá de flores de jasmin para relaxar e daqui a pouco subir para tomar banho e dormir. Moro em um sobradinho.
Não sinto desejo de comer as belezas que faço. Fico tão alimentada com a beleza inerente a elas, que me satisfaço.
Voltei a dormir a noite toda sem interrupção.
Os filhos de uma puta do Guarujá me deixaram traumatizada, mas até isto eu superei. Amo minha saúde.
Desejo do fundo do meu coração que as formigas e os vermes se deliciem com o corpo deles á sete palmos do chão. Eu não tenho problemas em desejar a morte de quem me judiou. Se a palavra tem poder eu desejo do fundo da minha alma que eles sejam muito infelizes até a quarta geração dos seus familiares. Gente podre não merece ter filhos, netos e bisnetos e são o que eles mais têm. Ladrões. Invasores. Desgraçados.
Que os filhos da puta, ladrões e invasores de domicílio de São Paulo se corrijam enquanto têm tempo, porque eu sou a pior inimiga que alguém pode ter. Eu tenho duração ao longo do tempo. Meu ódio é infinito. Minha memória também. Eu não temo a Deus. Ele é meu maior aliado. Então tomem o rumo de vocês. Aviso dado. Eu sei que você lê me blog.
De qualquer modo eu estou bem feliz com minhas obras de hoje chamadas, popularmente, de quiches.
Hoje gargalhei alto lembrando da minha avó, já nos últimos anos de vida, quando eu a levava no cinema e ela dizia que não estava entendendo nada do filme. Na TV também ela repetia a mesma frase. Quem não estava entendendo nada hoje era eu. Juro. Assisti uma live inteirinha e não consegui entender nada. Foi impossível não gargalhar quando verbalizei a mesma frase e no mesmo tom que a vovó.
E olha que me considero inteligentinha e rápida. Mas desta vez não deu. As pessoas falavam “difícil” e com um excesso de adjetivos que foi me afastando tanto delas. Foi horrível porque eu gostava de pertencer a este grupo, mas não gosto mais. Não quero mais. Nada a ver comigo.
Escrever é como cozinhar, quanto mais simples mais gostoso. Mas precisa ter rigor e respeitar o leitor.
Na arte de performance a gente também é simples, e tem que respeitar o público, incluí-lo na ação e presentificá-la o tempo todo. Se algum dia eu tiver que falar sobre a performance de alguém eu vou presentificar e falar, acho que não farei um texto. Mas se eu tiver que falar sobre o meu trabalho e relacioná-lo com a apreciação dos outros, certamente eu jamais farei um texto. Como artista do improviso eu tenho por obrigação ouvir o que cada um disse, colher as partes que me interessam de cada fala e amarrá-las no final com os meus sentimentos. É para isto que existe apresentação presentificada. Texto a gente lê no blog. Sou exigente? Talvez. Detesto o modelo acadêmico de se apresentar trabalhos no campo das artes? Sim.
Pensa que eu venho da academia no campo da Saúde Mental e sempre achei um saco aquela verborreia toda para dizer coisas simples. Minha esperança era de que os artistas fariam diferente. Não, meu bem, a única que faz diferente, inclusive na apresentação de trabalho acadêmico em congresso internacional de psicanálise sou eu mesma.
Tenho que me acostumar a viver sem espelho. sem interlocução. Sou singular. Uma panela que carrega em si mesma a própria tampa.
Me encantei com minha nova pacientizinha, tomara que ela permaneça em análise comigo. Pessoas que têm o que dizer a partir do próprio sofrimento me interessam. São de verdade. Não têm tempo de estar no mundo fazendo de conta que são cultas e inteligentes. Elas apenas são Reais.
Meu chá acabou. Vou subir.

