Faz 2 meses que algumas pessoas entram no meu blog para lerem os textos antigos. Sei quais foram os textos lidos mas não sei quem são estes leitores anônimos.
Em fevereiro eu sei quem era, mas em março eu duvido que seja a mesma pessoa. Acho que tem três pessoas lendo os textos antigos, pelo tipo de seleção feita, eu consigo imaginar quem seja. Mas nunca terei certeza.
A temperatura amena desta noite é a que eu mais gosto. Detesto calor demais. Durmo mal. Sou tão feliz em São Paulo. Moro numa região arborizada e isto me alegra. A próxima coisa que vou fazer é consertar minha bike e voltar a pedalar. Sinto muita falta desta atividade. Mas é que aqui em Sampa eu tenho milhões de atividades que eu não tinha morando no Guarujá.
Sonho em morar numa casa com piscina de raia olímpica para que eu possa nadar diariamente. Treinar mesmo. Mas se for lugar friozinho tem que ser aquecida. Eu detesto água fria. Só no calor insuportável dos últimos dias é que eu tomava banho frio para refrescar.
Os meus sonhos têm se concretizado por isto estou dando asas à imaginação. Não pretendo ficar morando aqui neste condomínio. Peguei ranço de algumas situações. Achei que fossem do bem mas não são.
Todo mês sai uma família e entra outra em alguma casinha daqui. Me chama a atenção um lugar com tanta rotatividade de moradores. Acho que eu não sou a única que pega ranço.
O natural é a gente se mudar e ficar anos, renovar o aluguel sem tempo para pensar em sair do lugar agradável e charmoso. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Passados 30 meses todo mundo percebe esta realidade e trata de buscar um lugar que seja acolhedor de verdade. A falsidade é tão nociva para um lar e seus moradores.
A falsidade é nociva sempre. È tóxica. Sabia que na semana do dia dos namorados e até o dia de Santo Antônio eu estarei no bairro de Goiabeiras em Vitória? Vou aprender a técnica indígena de fazer panelas de barro e assar as panelas com tampa, a céu aberto. Ia para conhecer um grupo de artistas de performance também, mas eles pararam de me responder, coisa muito comum no século 21 no qual a falta de educação impera, então eu também me retirei deste encontro. Quando um não quer o outro também não. Este é o meu lema atual. Eu inventei ele agora.
Fiz kibes, recheios, molhos e escondidinho de batata baroa. Queria ter feito um bolo para o café da manhã de aniversário da minha amiga amada que amanhã completa 97 anos, lúcida, cozinhando e vaidosa, mas não consegui. Chega uma hora que a pilha acaba.
Recebi o convite e adaptei meu tempo a ele às 4 da tarde, no meio da produção das comidinhas, por isto não deu para mexer na programação do dia. Tenho encomendas. Não tenho mais espaço no freezer. Superlotação. Amanhã é dia de beringela a parmegiana e lasanhas, que entregarei frescas na sexta. É Páscoa.

